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Kirigami pode ser definido de forma sintética como a arte de recortar papéis. Kiri significa "corte" e Kami (lê-se gami), papel. [leia também sobre a história do papel]

A superfície plana da folha de papel, recebendo cortes e dobras em determinados lugares, é fechada formando um cartão que, quando aberto, toma formas sutis e inesperadas, surpreendendo aquele que o abre.

Esta arte, que foi influenciada pelo Origami tradicional, onde não são utlizados cola ou tesoura, apresenta várias designações: POP-UP, 3D, arquitetura em papel.

Entre os pioneiros do kirigami estão o poeta Augusto de Campos e o artista plástico Júlio Plaza que publicaram em 1974 o livro de poemas-objetos intitulado Poemóbiles. Nesta obra, onde a precisão da poesia concreta encontra as formas dinâmicas e suaves do papel recortado, o leitor é convidado a cada instante a manipular as figuras tridimensionais que formam os poemas. Cada movimento propicia diferentes leituras do texto.

A técnica do Kirigami pode ser utilizada na confecção de cartões comemorativos, convites, livros infantis, poemas, malas-direta, embalagens, displays e onde mais a imaginação nos permitir. São montados, a partir de cortes, dobras e encaixes de papel, tendo a originalidade de um trabalho artesanal que exige muita precisão e capricho.

O Kirigami tem sido muito procurado pelas pessoas devido ao fato de utilizar um material relativamente barato, de fácil acesso e pela possibilidade de ser executado por uma única pessoa.